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Jogos do alfabeto

O alfabeto aprende-se melhor a brincar do que a preencher fichas, sobretudo antes dos cinco anos. Estes doze jogos estão ordenados de menor para maior idade e todos trabalham o que realmente importa: associar o som da letra à sua forma.

Jogos sem qualquer material

Jogos com material de casa

Jogos para a sala ou para várias crianças

A regra que faz funcionar todos estes jogos é a mesma: usar sempre o som da letra e não o seu nome. «Começa por /m/», não «começa por eme». O nome aprende-se sozinho, mais tarde, e não é o que é preciso para ler.

O que cada tipo de jogo trabalha

TipoCompetênciaPor que importa
Vejo vejo, cadeia de palavrasconsciência fonológicaé o melhor previsor da leitura posterior
Letra nas costas, letras de plasticinamemória tátil da formafixa o traço antes de se saber escrever
Caçar a letra, memóriareconhecimento visualdistinguir letras parecidas: b/d, p/q
Corrida, bingoassociação som-formaé o mecanismo central da leitura
Palavra secreta, sopa de letrasanálise e síntesedecompor e recompor palavras

A consciência fonológica — a capacidade de ouvir que casa começa por /k/ e rima com massa — é o que melhor prevê se uma criança aprenderá a ler com facilidade, mais do que o número de letras que conhece. E treina-se a falar e a brincar, sem papel.

Quanto tempo e com que frequência

Cinco ou dez minutos por dia valem mais do que uma hora ao domingo. Antes dos cinco anos, nenhuma atividade de letras deveria durar mais de dez minutos seguidos, e deve poder ser abandonada sem drama. Se a criança não quiser, para-se: a associação entre letras e obrigação é a única coisa que pode mesmo estragar o processo.

Ver também como ensinar o alfabeto, atividades do alfabeto e fichas do alfabeto.

A partir de que idade se pode brincar com as letras?
A partir dos três anos com jogos orais, sem papel. Os jogos com letras escritas funcionam bem a partir dos quatro.
Quanto deve durar uma sessão?
Cinco ou dez minutos antes dos cinco anos. O importante é a frequência diária, não a duração.

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